segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

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- Eu já conheço esse seu discurso.
- Você sacou bem a minha, né?
- E você sacou a de toda a humanidade.

domingo, 15 de novembro de 2009

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Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso.

- Clarice

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

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eu gosto de ser gosto de saudade. não sou lembrada por momentos, por fotos, por vivência; sou parte da vida dele não pelo que eu sou, mas por ser prazer em forma de saudade. circunstadamente saudade, da mais pura e nobre essência nostálgica. queira ou não, sua lágrima ainda tem meu gosto.

sábado, 24 de outubro de 2009

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Me encontro em coerência, te acho em acaso. Disfarço necessidade com ironia, você desaba num copo de vodka. Tropeço sempre nos mesmos versos, você canta sempre uma nova melodia. Me vejo em bossa-nova, meio jazz; Te encontro num rock, às vezes, num blues. Ainda cuido do que é eterno... espero que o dia chegue devagar, eu gosto do céu em tons de amarelo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

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Se cuida. Poderia ter sido a última frase de um email de despedida. Ganhei com um 'ficam as lembranças'.
Talvez tenha se passado uma hora, um dia, um mês, quem sabe. Desde então, entendo os ponteiros do relógio, que estão sempre no mesmo lugar. Olho-os com a frequência com que respiro. Talvez, tenha se passado somente alguns minutos, desde quando prometi que não lembraria mais de quem és. Não lembro uma vida inteira, não lembro se dissestes que irá voltar. Ainda tenho medo de sair do lugar e você chegar

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

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saí correndo para a sacada, só pra ver se o encontrava ali embaixo, sentado no primeiro degrau da escada. mais um engano, eu já sabia que ele não estava... era só pra eu ter certeza.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

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já disse que eu odeio meu aniversário?

domingo, 16 de agosto de 2009

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não vai faltar espaço pro vazio que sobrou. não vai faltar melancolia quando o assunto for saudade. não vão ter excessos, quando eu disser que acabou.

sábado, 8 de agosto de 2009

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E aqui estou eu, sentada nas escadas da sua casa, com aquelas flores murchas que eu roubei do seu jardim. Aqui estou eu, em meio a chuva, misturando a minha dor ao barulho desta cidade. Engolindo o álcool que parece mais amargo do que o de costume, junto com o gosto de ficar sem você. Esperando você abrir essa porta, esperando que este não seja só mais um engano.
Aqui estou eu, pela última vez.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

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Não to te pedindo carinho, nem nada parecido. Só quero que você entenda minhas súplicas.. Não to te pedindo pra me tirar daqui, nem pra me salvar do que quer que seja.
Você tá livre pra fazer o que quiser, nunca te prendi aqui comigo, ficou aqui porque quis. Só não vem tentar me fazer de boba, achando que eu morro de amores por você, você sabe que não é assim que se liga o motor. Pode gritar, espernear e me mandar ir pro inferno pela sétima vez hoje, eu não ligo. Só decide: ou entra, ou sai. É rápido assim mesmo, não tenho todo o tempo do mundo pra você. Ninguém pode decidir por você, o jogo está em suas mãos. Falta concordância, falta coerência. É isso mesmo que você quer? Fugir nem sempre resolverá seus problemas.. ainda mais se os seus problemas forem eu.

Sua imagem no espelho me enoja. A covardia é totalmente asquerosa.. mas cai como uma luva em você.

domingo, 26 de julho de 2009

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Não quero rodeios, é dessa vez que a gente se entende. Pára de fingir que a gente só canta na mesma música de tempos em tempos.
Eu tenho logo que te dizer, minha manutenção é cara. Não sou dessas que consegue viver no escuro.. eu não vou ficar me escondendo de ninguém, fica comigo pra ser só meu. Só não vem me procurar depois que estiver sozinho, no meio do nada. Não vem me procurar logo depois que seus amigos te deixarem sozinho, ou quando a garrafa do seu whisky estiver vazia. Deve ser sim, bem melancólico estar sozinho, pensar em mim numa hora tão crível. Não adianta me procurar com flores murchas... dessas eu tenho de sobra. Não quero sentimento descartável, quer ser meu, que seja por completo. Não quero você por metades. Não precisa ser gentil, quero que seja direto. Só me diz o que você quer.
Você acha que eu sou meio que um conceito, e que eu vou te completar, renovar sua vida. Mas eu sou só uma little fucked girl procurando pela minha paz de espírito. Não tenta me encarregar da sua também.
É bom que se decida rápido.. antes que eu acorde e não me lembre mais de você.






Seria diferente.. se pudéssemos ter outra chance.Faça o melhor que puder. Talvez possamos.

domingo, 5 de julho de 2009

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Pensei pouco quando escrevi teu nome na areia. Deixei que a água salgada molhasse meus pés e o vento sussurrasse em meus ouvidos. Sentia de longe os acordes do sol, que devagarinho, dedilhava a melodia do crepúsculo. Não precisei pensar muito, irradiava de dentro de mim a tua falta, mas o brilho do Sol lhe compensou. Não precisei pensar muito, porque você se confunde com as linhas do céu. Não precisei pensar muito porque a Lua roubou o calor do sol e eu fiquei sentada na areia, esperando a brisa parar de cantarolar. Não precisei pensar muito, porque tu me chama saudade. Me encontrei, num escuro, e só a Lua me encarava, bem perto e diretamente olhando para mim. Esperei até que ela se recolhesse, teus olhos me lembra desespero. Esperei tanto, que as minhas águas salgadas se juntavam com a que apagava seu nome da areia. Fiquei por tanto tempo, que deixei-a falar por nós. Escrevi teu nome na areia pra provar da saudade, pra provar do teu gosto, e pra sentir teu cheiro. Bem me lembrei, tu tem gosto de mar.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Seven Pounds - First change

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Nunca houve, para mim, mulher maior e mais inspiradora do que ela. Sabe, quando ela se determina a fazer algo de tal forma, que mesmo eu não podendo ajudá-la, torço para que o que ela almeja dê certo. Ela passa tanto tempo longe de mim, que às vezes, morro de saudades. Quando ela volta, sinto que meus olhos brilham, quando a vejo entrando pelo portão - mal ela sabe quanto gosto dela.
É engraçado, porque sempre parece que nada é bom o suficiente para ela: o meu cesto de roupas ( estampado com um sapinho, verde) está cheio e torto, a luz da cozinha não precisa ficar acesa enquanto estou no quarto, ou reclama que eu sempre deixo a porta do guarda-roupas. É engraçado como ela nem nota que, às vezes, troco as coisas de lugar, arrumo o tapete do banheiro ou penteio os pêlos da nossa cachorrinha. Sei que não é muita coisa, mas são dessas pequenas coisas, destes míseros detalhes, que me dá vontade de continuar remando.
Ela precisa de uma cirurgia, é o que ela mais precisa. Não é nenhuma doença, nem algo perigoso. Ela precisa, porque lhe fará bem. Todos os dias, após uma exaustiva jornada de trabalho, ela entra em seu quarto, coloca a mão nos bolsos, e tira algumas moedas, separa-as e as coloca num cofrinho, que ela mesma fez. Para ela, o cofre é um meio de juntar o dinheiro necessário para o que ela quer; pra mim, é um modo de me redimir. Não por causa do dinheiro em si, mas do bem que ajudarei-a a conquistar. Todos os dias - depois de uma longa briga - eu pego as minhas moedas, e coloco, aos poucos, no cofre dela. Ela não sabe, mas todo dia eu repito a mesma ação.
Ela não sabe, mas isto me faz bem. Ela não sabe, mas eu a amo. Ou talvez saiba, talvez ela ache graça da maneira com que eu finja esconder que gosto dela. Ela mal sabe que eu sei amar.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

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Enquanto eu sento nesta sala esfumaçada, a noite está para acabar. Eu passo meu tempo como um estranho,mas esta garrafa é minha única amiga.. Enquanto eu sento nesta sala enfumaçada, paro e começo a relembrar. Relembrar quando nós costumavamos ir ao parque, e quando nos víamos no escuro; Relembrar quando nós perdemos nossas chaves, e você perdeu o caminho de volta; Relembrar quando costumavamos conversar sobre quebrar regras - nós quebramos nossos corações. Juntos - para sempre.
Você e eu e meus amigos antigos,esperando que isso nunca chegue ao fim..
Relembrar os dias de escapadas do colégio, dirigindo carros e parecendo "legal". Com um bando de 6, e uma música.. Nós não precisavamos de um lugar para ir.
Lembra o baile aquela noite? Eu e você, nós brigamos, mas a banda tocou nossa música.. Eu peguei você forte, nos meus braços, nós dançamos tão perto.. Nós dançamos tão devagar, e eu jurei nunca deixar você ir. Juntos - para sempre.

Eu acho que você disse que nós deviamos conversar sobre proibições, nós quebramos nossos corações... Juntos - para sempre.

domingo, 10 de maio de 2009

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- Sabe, suas mudanças de humor estão me deixando atordoada.
- Eu só disse que seria melhor se não fôssemos amigos, e não que eu não quero ser.
- O que isso significa?
- Significa que, se você for esperta, vai ficar longe de mim.
- Ok. Então vamos supor, pelo bem da conversa, que eu não seja esperta. Você me diria a verdade?
- Não, provavelmente não. Prefiro ouvir suas teorias.
- Tenho considerado aranhas radioativas e kriptonita.
- Só coisas relacionadas a super-heróis, certo? E se eu não for o herói? E se eu for... o vilão?
- Você não é. Posso ver o que tenta aparentar. Mas posso ver que é apenas para manter as pessoas afastadas de você. É apenas uma máscara.

(Twilight)

Depois de muito, descobri que os papéis são inversos. Que o brilho dos olhos teus, não são tão mais meus.. são apenas teus. Já não somos mais um só, não cantamos mais na mesma música. E o teu cheiro de alcool e de Derby's me enjoam, o resto das suas palavras já não soam sentido. Mas de uma coisa ainda temos sincronia: o teu amor, por menos que queira, ainda é meu.


Façamos das regras, o mistério.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

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Tem coisa que nasce conosco. Eu nasci mentindo. Acha o que quiser, achando bom ou ruim, certo ou errado, eu não ligo. Vou te ouvir, virar, e fazer o que sempre fiz. Tá no meu sangue, por detrás da pele, não tem como tirar. Sei que já furei o barco várias vezes, mas é assim. Já parei de remar há muito, o rio que tá te guiando. Não que eu tenha desistido, ou algo semelhante. Mas, sabe como é, preciso de uma moeda de troco; ação e reação. Até um tempo atrás eu tinha realmente mudado, estava determinada a continuar daquele jeito. Perca de tempo. Cansei de ser ausência, cansei de ser saudade.
Cansei de ser tempo.
Vou seguindo assim, porque ainda é véspera de carnaval. Não são mais seus versos que compõem minha música. Não é mais o teu cheiro que me remete ao silêncio. Não são as tuas piadas que me fazem abrir um sorriso.
Hoje, do sentimento, faço obra de arte.. Não é todo dia que encontramos um amor pendurado em uma bela moldura.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

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Já te ensaiei em brevidades formais, já te emprestei minha poesia sem me importar com a estética. Não te deixei ter razão, mas entreguei-te todas as minhas vontades. Fiz de ti a minha linguagem própria, dei-te todas as minhas referências. Fiz de ti o meu imperativo, sem me importar com a metrificação. O que você me deu em troca? Fez do meu imperativo o teu particípio. Fez do meu amor um verbo que se conjuga no pretérito imperfeito, considerou a minha poesia um acorde desmedido.Ironizei sua incoerência, pratiquei displicências. Teorizei suposições. Minimalistas. Simplistas. De mim. De você. De nós.

sábado, 4 de abril de 2009

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Me faz um favor? Pega todas as camisas sujas e cheirando a álcool, junta todas aquelas tuas roupas do meu guarda-roupas, dos meus armários. Faça-me este favor, tira tudo daqui que me faz lembrar você. Tira seus cigarros, sua coleção de tampinhas de cerveja jogadas perto da televisão, seu cinzeiro sem graça e aquele quadro de borboletas. Some com todas as suas fotos, com todos os seus textos, com seus cd's dos Engenheiros, some com seus livros. Enxuga suas lágrimas, ajeita seu lado da cama. Para de tentar me agradar, leva tudo que é seu embora. Leva embora seus vícios, suas friamente calculadas frases de amor, leva embora sua insônia, leva embora tua voz e o teu maldito sotaque. Continua fingindo novos amores, sabemos que isso não vai me tirar de você. Mas mesmo assim, joga fora sua incoerência amor-argumentativa. Não cabe a mim, muito menos a você. Joga fora suas mentiras. Deixa o sarcasmo pra mim, sei lidar com ele bem melhor do que você.
Joga fora, vomita a porcaria do amor que eu te dei sem pedir nada em troca, leva embora suas mentiras, suas hostilidades, seus sorrisos falsos.

E eu? Eu fico por trás do muro de gelo, que criei entre nós. Fico no meio,entre você e o que chamam de
coração.

sexta-feira, 27 de março de 2009

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É,tá na hora de você começar a me ignorar. Ignora meu sarcasmo e a minha hostilidade. Divide a cama ao meio, separa minha roupa suja da sua. Lava sua parte da louça, limpa tua parte do cinzeiro. Aproveita e tira o resto do amor que tem nele. Pode chegar em casa com aquelas marcas de batom vermelho na gola da camisa, volta cheirando a alcool e a perfumes baratos, eu não ligo.Não precisa mais arrumar o sofá pra você dormir, dorme agora na sua casa. Ignora as mensagens no celular e os telefonemas de madrugada. Ignora o meu cheiro, aquele que te ludibria, o que te satisfaz.
Faz o que tu quiser, só não dá pra esquecer os meus pulsos marcados com teu nome. Não dá pra ignorar a falta do beijo de despedida, do calor dos abraços, dos beijos insaciáveis de despedida.Não dá pra separar o meu gosto e o do chocolate, não dá pra me lavar da sua pele.Não vai adiantar tu rir da minha cara e voltar a ver televisão.

Não vou te quebrar ao meio duas vezes.


Um furacão nunca passa duas vezes num mesmo lugar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

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E no dia-a-dia, a rotina consome o meu humor; a chuva, a minha sanidade.
Já não tenho mais quem ri das minhas piadas, quem compartilha do meu humor negro, não tenho aquele que corresponde aos meus beijos. Não tenho mais com quem dividir meus lençóis, e não sei mais a que horas ele volta da faculdade. A louça tá suja, o café amargo e o jornal, é de ontem. A solidão entra pela janela, mas eu nem ligo. Eu grito, corro, fujo do que insiste em me perseguir. Até os malditos vizinhos sabem que eu to sangrando por dentro. Mesmo às três da manhã, as luzes ainda estão acesas, e a música ainda tá alta.
Seja o que for, tu não liga. Mal sabe o gosto daquele vinho que eu te comprei.
A fumaça do meu cigarro tá se juntando ao doce gosto do teu veneno, dando ênfase à esse romance pálido, onde não existe mais a cor, só as malditas rosas, que eu roubei do quintal da sua casa.
 

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